03 dezembro 2014

Estimativa de custos em projetos

Há dois modelos para as estimativas: um com base na unidade de produção (por exemplo, quantidade de horas ou o pacote de trabalho a serem realizados para a conclusão de uma atividade), o outro, com base em estimativa ampla (em função do conhecimento de projetos similares no passado). O primeiro é chamado de estimativa de "baixo para cima" (bottom up) e, o segundo, "de cima para baixo" (top down). Antes do início do projeto, a estimativa "de cima para baixo" é a mais frequente, sendo aprimorada durante o planejamento. Assim, cada pacote é avaliado em detalhes.

Ilustrando com uma situação do dia-a-dia de uma estimativa de "baixo para cima": em certo pacote de trabalho considera-se que cada profissional trabalha 8h por dia, e que duas semanas são o tempo suficiente para término das atividades. Teríamos, então, 80 horas para o pacote de trabalho que necessitaria de três trabalhadores, cada qual com qualificações profissionais, tempo de dedicação e valores de hora distintos. Assim sendo, totalizando a quantidade de horas de cada trabalhador, dentro dos pacotes de trabalho, encontraremos o valor total do projeto.

No entanto, nem sempre a estimativa de custo/hora é um dado técnico. Depende do posicionamento dos executivos com relação ao risco, o ambiente (incluindo, claro, as expectativas dos stakeholders), entre outros aspectos.

A experiência prévia com o trabalho a ser desenvolvido conta muito, mas analogias podem ser feitas. É o caso do cálculo de horas e custo para a primeira missão à lua. Como não havia histórico anterior com o qual se pudesse aprender, foram utilizadas simulações e correlações com base em eventos conhecidos à época.

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