17 janeiro 2008

Marketing Viral na Promoção de Serviços e Produtos de Higiene Oral

Ainda sobre o tema de Marketing Viral, atendo a uma dúvida de como utilizar da técnica para promover serviços e produtos de higiene oral.

Uma forma de se utilizar o viral em serviços é através de depoimentos, ou "testemunhais", em redes sociais. É importante atentar para a possibilidade desse tipo de campanha "fugir do controle" do gerador da informação.

Um exemplo é o uso de sites de relacionamento que relacionam duas categorias: "amo" ou "odeio". Em serviços, como se sabe, há uma possibilidade (grande) de se lidar com a subjetividade. Na campanha "viral", isto pode ser tanto positivo, quanto negativo para a marca.

Considere a hipótese de um usuário em um site de relacionamento postar um testemunho favorável a um determinado serviço prestado por um profissional. Há uma boa chance de ser avaliado como, no mínimo, suspeito. Outros usuários, mesmo que não tenham uma opinião formada, podem, simplesmente, posicionar-se contrários ao testemunho, por não concordar com o uso do espaço para promoção comercial.

Em termos de audiovisual, veja um exemplo do que acontece no youtube com a divulgação (?!) de um conhecido produto de higiene bucal: http://www.youtube.com/watch?v=BuoPcDeUB6U. Apesar de existirem vídeos de comerciais da marca, o link acima aponta para uma produção doméstica, sem qualquer requinte, que já foi assistida por mais de 220000 pessoas e tende a gerar um impacto sobre a percepção. Alguns podem até achar engraçado, mas desconfio que os responsáveis pela administração do produto no mercado não compartilharão da mesma idéia sobre o vídeo.

Outro caso ilustrativo é do livro "A Profecia Celestina". Na década de 90, foram vendidas milhões de cópias em todo o mundo, sem recorrer à publicidade tradicional, somente através do "boca-a-boca". Neste ponto observe que se trata de um produto igualmente sujeito à apreciação subjetiva (nem todos gostam de literatura de "auto-ajuda"), mas que conseguiu se desenvolver bem no nicho de mercado.

Reitera-se que o risco do uso do "viral" para os produtos de higiene deve estar bem focado em públicos/nichos bem definidos, pois a ampliação da mensagem gera "ruído", ou seja, percepções desfavoráveis que transitam pela mesma rede.

Algumas sugestões: pense em agrupar pessoas/clientes em um grupo eletrônico para receber mensagens (newletters), compartilhar conhecimento e trocar informações sem a intromissão da empresa mantenedora do grupo! Fóruns de debate on-line é outra ferramenta que pode ser adotada. Lembre-se de antes de cadastrar os clientes, pedir a autorização e possibilitar, a qualquer momento, que eles saiam da comunidade. O segredo para mantê-los por muito tempo agregados é gerar conteúdo do interesse deles (e não exclusivamente da empresa que promove os produtos)! Daí surgem múltiplas possibilidades: entrevistas com especialistas da área, dicas, debates, informações de como melhor uso o produto, área para dúvidas, tutoriais, vídeos, artigos etc.

No passado (e não faz muito tempo assim), os eventos cobriam este parcela da área promocional, contudo as limitações de tempo, espaço e custo inviabilizavam a propagação em rede. Há um campo vasto a ser explorado através das novas tecnologias, mas a criatividade continua sendo a melhor ferramenta de desenvolvimento!

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